quarta-feira, 14 de março de 2012

A Marca Humana – Philip Milton Roth

Um decano da Faculdade de Athenas, nos Estados Unidos, depois de dedicar a sua vida ao ensino, é acusado de racismo por se referir a dois alunos, que nunca apareceram na classe, como spooks.
A história deste professor de setenta e dois anos teria sido diferente se os alunos citados não fossem negros.
Coleman Silk é pressionado, inclusive por outros professores, e resolve pedir desligamento da faculdade.
Após a morte da esposa, o decano pede ao seu vizinho Nathan Zuckerman, para escrever a sua história e este decide narrar os acontecimentos e suposições dos fatos.
Na verdade, o professor era filho de pais negros, apesar de possuir características fenotípicas de individuo branco. Ao ser discriminado por uma namorada branca, que o rechaçou após conhecer a sua família negra, Silk decide se passar por um judeu branco, sem antepassados e irmãos.
À sua esposa judia, Iris, segunda namorada banca, nunca foi revelada a sua verdadeira origem, tampouco aos seus quatro filhos que herdaram características parecidas às da mãe.
Após a morte da sua esposa, vitimada devido às injustiças feitas ao marido, Coleman Silk se aproxima de uma jovem faxineira esposa de um ex-combatente na guerra do Vietnã, que se diz analfabeta. Este novo relacionamento impõe a quebra de paradigmas morais e sociais, não aceitos por colegas e filhos do protagonista.
A intolerância social imposta ao decano devido ao novo relacionamento com a jovem faxineira, que lhe devolveu o prazer de viver, o afastou ainda mais do convívio com os filhos e ex-colegas, e, de presente, ganhou a oposição ferrenha de Les Ferley, ex-marido de Faunia Farley, sua amante.
Les Ferley, por sua vez, não consegue perdoar a ex-esposa pela morte dos filhos e tenta, a todo custo, esquecer-se dos fatos ocorridos nos combates no Vietnã. Persegue Coleman e Faunia e termina como suspeito da morte dos dois.
O escritor convidado a contar a história tende a compreender os motivos que levaram o protagonista a se passar por branco, porém, ao conhecer seu opositor Les Ferley, enquanto investigava o acidente que vitimou Coleman e Faunia, passa a entender os motivos para o sofrimento e revolta do ex-combatente.

A infeliz Delphine Roux, também professora da universidade, decide infernizar a vida de Coleman, ao que parece por desprezo do mesmo em relação aos seus sentimentos amorosos.

O texto, rico em conteúdo, agrega criticas contundentes ao governo americano quanto à decisão de gastar uma fortuna para combater o regime comunista vietnamita, submetendo soldados a situações vexatórias, enquanto dirigente político é denunciado por ter relações sexuais, em pleno expediente, com estagiária na Casa Branca. Não bastassem as divergências morais, a crítica impera sobre a demora da sociedade americana em reparar os erros referentes à discriminação racial.

Coleman e Les Ferley são colocados como personagens centrais de uma história, escrita por Philip Roth, de forma que o leitor possa incorporá-los em momentos diferenciados, sem, contudo, chegar a nenhuma conclusão prática, devido ao contexto social em que eles são atirados. Philip Roth escancara a Marca Humana como uma pecha a ser extirpada da sociedade moderna e do mundo que defende direitos igualitários sem se preocupar em abolir a prática imperialista e preconceituosa.

Ao findar o texto o leitor continua relendo, refletindo, remoendo, revendo, remetendo-se a fatos históricos de um mundo corrompido e individualista. Um mundo cujo discurso afinado impera contrapondo-se com a prática política avalizada por povos desinformados, subservientes e sem foco em ações que possam minorar o sofrimento causado pela discriminação racial, social e regional dos povos. 
 
Informações sobre o autor – Philip Milton Roth nasceu em 1933, Nova Jersey, Estados Unidos. Tem origem judia e é considerado um dos maiores escritores americanos da metade do século XX. Escreveu Complô contra a América, O Complexo de Portnoy, Teatro de Sabath, O avesso da vida, Professor de desejo, Diário de uma ilusão, Casei com uma comunista, Pastoral Americana, A Mara Humana, O Animal Moribundo, O homem comum, Fantasma sai de cena, Indignação, dentre outros. Muitas de suas obras tratam de aceitação e identidade dos judeus nos Estados Unidos e explora o desejo sexual e a autocompreensão.

Referências bibliográficas
Roth, Philip, 1933.
A marca humana / Phiplip Hoth ; tradução de Paulo Henrique Britto. - São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
454p
Título original: The Human Stain.
ISBN 978-85-359-0198-6
1.Romance norte-americano - I. Título

segunda-feira, 12 de março de 2012

Precisamos falar sobre o Kevin – Lionel Shriver

Eva, mãe de Kevin, escreve várias cartas a Franklin, seu esposo, relembrando os fatos que possam ter sido determinante para justificar o comportamento esquisito do filho, que resultou na chacina de sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um colégio de Nova York.
A notícia sobre a gravidez e as recomendações para alteração dos hábitos alimentares incomodou a mãe de Kevin, não só em relação à mobilidade profissional, mas, também, quanto à mudança de foco. Afinal, Eva não se sentia preparada para alterar seus hábitos no relacionamento que tinha com fotógrafo Franklin. Kevin, veio ao mundo muito mais para satisfazer ao desejo do pai do que para contribuir na formação de uma estrutura familiar.
O parto sem anestesia, aos 37 anos, foi associado à derrota devido às limitações físicas e ao sofrimento. O bebê chegava ao momento de sair da barriga e Eva o trazia de volta para evitar a dor.
Kevin emite sinais de anormalidade. Em muitas ocasiões eram observadas pela mãe que não obtinha a atenção devida do pai, que considerava a maioria dos acontecimentos normais, próprios de crianças e adolescentes.
Eva cansou de tentar chamar a atenção do marido para o comportamento inadequado do filho e decide compensar o sentimento de insatisfação diante do fracasso, deixando-se engravidar. Desta feita, nasce Celia, tímida, insegura e amável. É ignorada pelo pai e se torna vítima das travessuras do irmão.

O livro evidencia a ausência de atitude, passividade e tolerância excessiva dos pais para com o comportamento dos filhos, que podem levar a distorção de personalidade.

“Quando se é pai, ou mãe, não importa qual seja o acidente, não importa a que distância você se encontra e o quão pouco possa evitar, a desdita sempre vai parecer culpa sua. Você é tudo que seus filhos têm, e a convicção deles de que você saberá protegê-los é contagiosa.”


A história é enriquecida nas duas últimas cartas escritas por Eva. Nelas algumas surpresas são reveladas.

Apesar da intensidade sórdida dos atos praticados, o texto induz ao leitor acompanhar a angustia da mãe, cujo filho arquitetou atos abomináveis que levaram aos assassinatos e à destruição da família.

Ao ver a fotografia que ilustra a capa do livro, Vicente, meu neto de dois anos, apontou para o livro e disse: “
- gato malo!” Ele tem razão, Kevin é um gato malo!

Informações sobre o autor – Lionel Shriver nasceu com o nome de Margaret Ann Shriver em 1957, na Carolina do Norte, Estados Unidos, e mudou de nome aos 15 anos. Formada e pós-graduada pela Universidade de Columbia, viveu em Nairóbi, Bangcoc e Belfast. Precisamos falar sobre o Kevin ganhou o prêmio Orange, na Grã-Bretanha, em 2005. Sétimo romance da autora que escreveu The Female of the Species; Checker and the Derailleurs; Ordinary Decent Criminals; Game Control; A Perfectly Good Family; e The Post-Birthday.

Referências bibliográficas
Shriver, Lionel, 1957 -
Precisamos falar sobre o Kevin / Lionel Shriver; tradução de Beth Vieira e Vera Ribeiro. – Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007.
454p
Título original: We Need to Talk  Abaut Kevin.
ISBN 978-85-98078-26-7
1.Adolescentes (Meninos) – Ficção. 2. Ensaio secundário – Ficção. 3. Massacre – Ficção. 4. Romance americano - I. Vieira, Beth. II. Ribeiro, Vera. III. Título.

domingo, 11 de março de 2012

Levantado do chão - José Saramago

A saga, de três gerações, da família Mau-Tempo é retratada em paralelo com aos acontecimentos políticos ocorridos em Portugal. O sapateiro Domingos e a sua esposa Sara Conceição representam a primeira geração, escolhida pelo autor para caracterizar o sofrimento e a tolerância passiva de uma política social repressora, imposta em benefício dos latifundiários.
A segunda geração, representada por João Mau-Tempo, toma consciência que a transformação política depende de questionamentos que leve à valorização do trabalho. Esta mudança de atitude resultou em afrontamento aos proprietários rurais, que recebiam a complacência da igreja.
A terceira geração, liderada por Manuel Espada, casado com a filha de João Mau-Tempo, agiu de forma contundente contra a aceitação das políticas impostas ao povo. Os opositores ao sistema se depararam com a repressão.

Saramago utiliza-se de um cenário rural, na região do Alentejo, para romanescar a luta dos portugueses em busca de transformações políticas. As influências das guerras, do regime totalitário salazarista e da Revolução dos Cravos são tomadas como referências, não literais, para discorrer sobre os reflexos na vida da população carente.


Refere-se ao desemprego:
“E há o desemprego, primeiro os mais moços, depois as mulheres, por fim os homens. Vão caravanas pelos caminhos à procura de um salário miserável. Não se vêem nestas alturas feitores nem capatazes nem manajeiros, muito menos se veriam patrões, todos fechados em suas casas, ou longe na capital e noutros resguardos. A terra é só crosta seca ou lamaçal, não importa. Cozem-se ervas, vive-se disso, e os olhos ardem, o estômago faz tambor, e vêm as longas, dolorosas diarréias, o abandono do corpo que se desfaz de si próprio, fétido, canga insuportável.  Apetece morrer, e há quem morra.”
Sobre o despertar da mudança, o autor cita: (...) o tempo verdadeiro dos homens e o que neles é mudança não se rege por vir o sol ou ir a lua, coisas que afinal só fazem parte da paisagem, (...) Às vezes requer-se uma impaciência dos corpos, senão um exaspero, para que as almas enfim se movam (...)
E, sobre os efeitos das ações repressoras: “Não se trata os homem como nós temos sido tratados, depois falaremos, os ares ficaram enturvecidos depois destas prisões, deixa passar o tempo até que tudo se componha, isto é como uma rede de pesca, leva mais tempo a consertar do que a romper, e Manuel Espada rematou assim, Espero o tempo que for preciso.”
 

Em Levantado do Chão, o autor oferece ao leitor um romance político social, com versatilidade ensaística e linguagem característica do meio rural, entremeda por citações filosóficas que permitem vivenciar metaforicamente as agruras dos que, ainda hoje, vivem em situações parecidas às relatadas no texto escrito em 1980.

Informações sobre o autor - José Saramago nasceu em 1922 em Azínhaga, Golegã, Portugal e morreu em 2010 na Província de Las Palmas, Canárias, Espanha. Filho de agricultores foi serralheiro, desenhista, funcionário público, tradutor e jornalista. Tornou-se conhecido internacionalmente com o romance Memorial do Convento. Recebeu o Prêmio Camões em 1995 e o Prêmio Nobel de Literatura em 1998. Viveu entre Lisboa e a aldeia de Lanzarote, nas Canárias. Escreveu Terra do Pecado, Manual de Pintura e Caligrafia, Levantado do Chão, Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A jangada de Pedra, História do Cerco de Lisboa, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Ensaio Sobre a Cegueira, Todos os Nomes, A Caverna, O Homem Duplicado, Ensaio sobre a Lucidez, As Intermitências da Motre, A Viagem do Elefante, Caim, Claraboia, dentre outros trabalhos.

Referência bibliográfica
Saramago, José, 1922 -2010
Levantado do chão / José Saramago. 15ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
368p.
ISBN 978-85-286-0063-6
1. Romance português. I. Título.

sábado, 10 de março de 2012

O Mito de Sísifo – Albert Camus

Camus utilizou-se de Sísifo, personagem da mitologia grega, para centralizar questionamentos filosóficos na busca da percepção da vida e o determinismo de responsabilidade das ações que possam nortear o caminhar do homem no sentido metafísico e nas relações interpessoais.

Sísifo age de forma talentosa e consegue amenizar a fúria de Zeus, rei dos deuses, quando ordenou Tânatus, deus da morte, para levá-lo ao mundo subterrâneo. Ele elogia a sua beleza e obtém a concordância de Tânatus para colocar um colar em seu pescoço, com o qual manteve a morte aprisionada. Hades, que governava o mundo subterrâneo dos mortos, se uniu a Ares, deus das guerras, e fisgou Sísifo, que antes de se afastar da mulher pediu a ela que não enterrasse o seu corpo após sua morte. Tão logo se viu no inferno, conseguiu a concordância de Hades para retornar e se vingar da atitude da esposa. Desta forma Sísifo retomou o seu corpo e fugiu. Devido à habilidade de Sísifo, a morte só lhe alcançou na velhice. Insatisfeitos, os deuses o condenaram, por toda a eternidade, a rolar uma grande pedra de mármore até o cume de uma montanha e, sempre que chegava próximo ao topo uma força poderosa a rolava de volta até o ponto de partida. Assim, segundo a mitologia grega, a humanidade ficou sabendo não ter a mesma liberdade divina.  

Ao se referir ao raciocínio absurdo, Albert Camus, fala da construção da vida sobre o amparo da esperança. Quanto mais se espera o amanhã mais próximo estamos da morte e conclui que o mundo cruel é estranho. “Mas vejo, em contrapartida, que muitas pessoas morrem porque consideram que a vida não vale a pena ser vivida. Vejo outros que, paradoxalmente, deixam-se matar pelas idéias ou ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se denomina razão de viver é ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer).”
Cita, ainda: “Matar-se, em certo sentido, é como no melodrama, é confessar. Confessar que fomos superados pela vida ou que não a entendemos.”
Diz, mais: “Viver sob este céu sufocante nos obriga a sair ou ficar. A questão é saber como se sai, no primeiro caso, e por que ficar, no segundo. Defino assim o problema do suicídio e o interesse que se pode atribuir às conclusões da filosofia existencial.”
Conclui, sobre o raciocínio absurdo: “Pensar é reaprender a ver, dirigir a própria consciência, fazer de cada imagem um lugar privilegiado. (...) Se eu me convencer que esta vida tem como única face a do absurdo, se eu sentir que todo o seu equilíbrio reside na perpétua oposição entre minha revolta consciente e a obscuridade em que a vida se debate, se eu admitir que  minha liberdade só tem sentido em relação ao seu destino limitado, devo então reconhecer que o que importa não é viver melhor, e sim viver mais.”

Albert Camus aborda as questões do homem absurdo (aquele que não se separa do tempo) referindo-se ao amor, o ator e o conquistador. Em relação ao amor cita o personagem Don Juan lembrando que quanto mais se ama mais se concretiza o absurdo. A representação teatral oferece ao homem absurdo a possibilidade de ver além de si mesmo, contudo, não o impõe mudança que possa lhe submeter qualquer angústia.  Sobre as conquistas interpreta como uma escolha do homem em prejuízo da contemplação, como algo necessário a mantê-lo atuante, apesar da percepção que um dia terá que cessar.
O autor aborda a arte como alternativa para expressar o mundo inexplicável. Cita Dostoiévski, Kafka, Malraux, Balzac e Sade como romancistas capazes de explorar o suicídio filosófico.
Faz analogia ao trabalho repetitivo, dos dias atuais, à tarefa determinada a Sísifo, pelos deuses. Intui que a  busca do homem pelo cotidiano o afasta da tomada de consciência da vida, impondo-se à mediocridade mental conformista.

O Mito de Sísifo é um texto questionador, não só pelas características do ensaio literário, mas, também, pela abordagem filosófica que adiciona incômodo reflexivo diante de um cotidiano e valores morais.

Informações sobre o autor - Albert Camus, foi escritor e filósofo, nasceu na Argélia e viveu sob o signo da guerra, da fome e da miséria. Morreu em acidente de carro em 1960. Juntamente com Jean-Paul Sartre foi um dos principais representantes do existencialismo francês. Camus afirma que as pessoas procuram incessantemente o sentido da existência numa vida que carece de sentido e na qual só é possível ganhar a liberdade e a felicidade com a rebelião. Escreveu O Mito de Sísifo (1942), O Estrangeiro (1942), A Peste (1947), O Estado de Sítio (1948), Os Justos (1949). Foi-lhe atribuído o Prêmio Nobel da Literatura em 1957.

Referência bibliográfica
Camus, Albert, 1913-1960
O mito de Sísifo  / Albert Camus; tradução de Ari Roitman e Paulina Watch. – Rio de Janeiro: Record, 2010.
138p.
Tradução de: Le mythe de Sisyphe
ISBN 987-85-7799-269-0
Ensaio francês. I. Roitman, Ari. II. Watch, Paulina. III. Título

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Vamos fazer o teste para ver se seu cérebro está ou não enferrujado!

Não deixe de ler...
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea,não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia ltera etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Sohw de bloa.