terça-feira, 13 de novembro de 2012

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quando o chão treme

À medida que a vida avança, somos obrigados a renunciar aos sonhos e desejos da juventude. Quando as adversidades aparecem temos o sentimento de que somos vítimas do mundo e procuramos apontar alguém como responsável por nossos fracassos. É assim, imaginamos que a falta de ambição que provoca leniência na busca do conhecimento e das oportunidades não é uma opção humana, mas a desculpa para não se ter conseguido realizações.

Quando pisamos na terra, que treme, a qual se imaginou firme, desmorona o nosso equilíbrio físico e mental. A exemplo dos grandes terremotos, nos damos conta que pra nada serviu a redoma que imaginamos ter construído. Somos iguais perante a mãe natureza e a ela nos curvamos, na esperança que algo, sobrenatural, segure em nossas mãos enquanto rogamos um tratamento particular e diferente dos outros mortais. Neste caso, não passa de uma atitude egoísta e prepotente. A dúvida de onde viemos e para onde vamos existe e ela é tão marcante que se fossemos consultados optaríamos por continuar vivendo aqui, apesar dos terremotos, das trovoadas, dos tornados e das inundações.

Quem sabe um tenro galho de árvore nos sirva, de apoio, para completarmos o que imaginamos ainda ter por fazer. Quimera, não há nada por fazer senão o que estamos realizando neste momento. Eu escrevendo este texto e você fazendo-me a gentileza de lê-lo. Daqui a alguns minutos, se os tenros galhos que nos sustentam não quebrarem, estaremos correndo atrás de alguma coisa que justifique nossas permanências nesta linda casa que chamamos Terra.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Felipe e Vicente

Costumo dizer que a morte, o amor e o nascimento, são acontecimentos que mudam o sentido da vida.
Muitas vezes quando imaginamos que as transformações impulsionadas pelos acontecimentos citados estão em sentidos contrários, somos surpreendidos por eventos que nos guiam em direções opostas. Queiramos ou não, interagir contra ou a favor, pouco vai influenciar nos acontecimentos. É como se “algo” tivesse que acontecer independente de nossa vontade.
Não passa de um processo necessário e importante para que possamos notar fatos, que apesar de claros não conseguimos enxergá-los em situações normais, porque estávamos anuviados.

As energias que nos guia nas diferentes direções promovem oportunidades de crescimento. Crescer ou não é opção de cada individuo e depende do ambiente por ele construído.

Este é um momento que a minha mente está desanuviada, tenho consciência de que ajudei de alguma forma construí-lo. Se algo de bom e prazeroso está acontecendo, foi porque aproveitei os sinais energéticos da natureza e não atrapalhei os movimentos em rumo da felicidade.

Certa vez, uma vizinha carregando um bebê, seu neto, falou-me:
- Veja como João é inteligente! Cadê a lua – perguntou ao neto?
João, sem ainda falar, olhou para o céu sinalizando que havia identificado o satélite da terra.
Em seguida ela continuou:
- João, cadê a lâmpada?
João, sem hesitar, olhou e apontou a lâmpada acesa em um poste.
Ao fim da demonstração da sapiência, eu, em tom de gozação, disse:
- Realmente este menino é muuuuuito inteligente...
Falei desta forma, porque, praticamente todas as crianças naquela idade aprendem com facilidade o que é lua e luz.

Agora, com os nascimentos dos meus inteligentes e lindos netos Felipe e Vicente encontro-me ansioso para colocá-los nos braços, e tão logo percebam o que é lua e luz, chamarei a minha amiga e lhe direi:
- Veja que meninos inteligentíssimos, já sabem o que é lua e luz...

É assim, avós se parecem...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O milagre da vida

Hoje, fechei a mala que seguirá comigo para uma nova aventura.
Desta vez a expectativa é maior.
É assim: o amor, a morte e o nascimento, são responsáveis pelas grandes transformações.
Para meu encanto, a minha será instigada pelos nascimentos de Felipe e Vicente, que abrigarão nos seus genótipos alguma filigrana do meu DNA.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O que poderá acontecer?

O mundo não mudou, contudo, existe esperança de que algo novo possa acontecer. Há sessenta anos o pai do atual presidente dos Estados Unidos não tinha licença para ser servido em restaurantes naquele país, devido à cor de sua pele. Hoje, o homem mais importante do mundo proferiu discurso de posse, dando sinais da disposição conciliatória, sem deixar de registrar a importância que os antepassados tiveram nas conquistas da potência mundial, abalada pela crise econômica.

Para cada vida americana tombada em combate outras indefesas foram cruelmente dizimadas e com elas suas culturas, justificadas na defesa de modelos políticos que priorizava o interesse energético e econômico. Povos indígenas e comunidades tribais sumiram da face da terra para facilitar a retirada do ouro e prata. Traições foram estimuladas e ditaduras financiadas, para viabilizarem a implantação de modelos agrários de produção em grande escala, convenientes ao abastecimento das grandes potencias. Incorporações de territórios de nações vizinhas serviram para consolidar o que hoje se reconhece como a nação mais importante do mundo.

Mudança não é só pensar diferente, é agir diferente!

Entre o discurso do presidente Obama e as suas ações, haverá um espaço que só será percebido com o desenrolar do tempo. Tomara que o combate, desta vez, seja fiel à preleção em defesa dos pobres, do meio ambiente, da escolha religiosa e da paz, se contrapondo ao imperialismo e a favor do diálogo entre os povos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Inimigos imaginários

A habilidade política do presidente da república o fez alcançar a maior popularidade, segundo pesquisas divulgadas.

Ter um presidente popular, alcançar sucesso nas políticas econômicas e sociais é bom para o país. Porém, quando o presidente diz que “eles querem que o Brasil dê errado” sem citar quem são “eles”, estrategicamente coloca o povo contra inimigos imaginários.
Coisa parecida faz Hugo Chaves ao dizer que o inimigo da Venezuela é Bush. Chaves estimula ódio do seu povo contra um inimigo distante, imaginado por ele, e consegue desviar a atenção da população das suas necessidades.
Lula, por sua vez, prepara seus eleitores para arruinar qualquer um que se oponha a seu governo, dizendo ser qualquer opositor “inimigo do Brasil”.

Lembro-me ter ouvido, quando criança, que os comunistas arrancavam as unhas e os olhos das criancinhas. Minha mãe falava: Saia da rua! Estão dizendo que têm comunistas circulando por aí...
Coitada, ela achava que os comunistas iam arrancar os meus olhos e as minhas unhas ao me encontrarem jogando futebol ou bolas de gude nas ruas.
As unhas e olhos dos pais das criancinhas não foram arrancados pelos opositores à democracia. À época, eles sonhavam com isso e transformaram os sonhos na realidade da tortura.

Todo cuidado é pouco quando se propõe mudanças na Constituição para obter um novo mandato para o presidente ou até mesmo prorrogação do atual. A democracia brasileira poderá se tornar frágil e desacreditada pelo casuísmo.
É prudente relembrar a história do Brasil e da América Latina.

Terceiro mandato poderá ser mais um golpe, respaldado na popularidade. Desta vez, diferente do terror das unhas e dos olhos das criancinhas em 1964. Parecido como o caudilho Getúlio Vargas!