Enquanto o candidato da direita tomava posse, em Valparaiso, como novo presidente do Chile, dois abalos sísmicos, de razoável importância, aconteciam na cidade próxima de Pichilemu.
Ontem, até as dezenove horas, ocorreram vinte abalos em Pichilemu, sendo os mais significativos dois que aconteceram entre onze e doze horas. Atingiram 6,9 e 6,7 graus na escala Richiter.
Pelo visto, o empresário direitista, Sebastián Pñera, que prometeu aos chilenos um governo de prosperidade, vai ter que mudar o foco e buscar socorrer as vítimas. Aliás, ele já anunciou que vai encaminhar ao Congresso um projeto de lei, que permitirá ao governo doar para cada criança atingida pelos efeitos do terremoto em torno de cem dólares.
O que não foi dito é quantas crianças serão beneficiadas no programa e quanto de dinheiro será injetado no mercado, para alavancar a economia.
Tudo não passa de estimativas e suposições.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Terremoto Chile (3)
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Terremoto no Chile (2)
Hoje teve mais três temblores no Chile.
O primeiro ocorreu às 00h55, com magnitude de 5,2 graus, o segundo as 06h19, com magnitude de 6 graus e o terceiro as 8h47 com magnitude de 6,5 graus na escala Ricter. O primeiro foi em Pichilemun e os seguintes próximos de Concepcon.
Esta foto é de Tacalhuano, no Sul do Chile.
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quinta-feira, 4 de março de 2010
Lula deixa a presidência
A negociata corre solta na política brasileira.
Lula (PT) se afastará da presidência da república, nos meses de agosto e setembro, para fazer a campanha de Dilma (PT).
O vice José Alencar e o presidente do Congresso Michel Temer (PMDB), que deveriam substituí-lo, não assumem porque vão ser candidatos nas próximas eleições.
Adivinha quem vai ser presidente do Brasil?
Acertou!
José Sarney (PMDB), presidente do senado.
Esta malandragem do PT será a senha para Dilma receber o apoio das aves de rapina do PMDB.
Nos dois meses que Sarney vai voltar a ser presidente da república, certamente, o diâmetro do tudo da corrupção vai ser aumentado.
É isto que chamamos de políticos responsáveis...
Quando se imagina que a corrupção vai diminuir, após a prisão do Arruda, “o cara” prega esta na sociedade. Bela demonstração de democracia e responsabilidade.
Pior que isto só Hugo Chaves!
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Eduardo Andrade
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Terremoto no Chile
Os efeitos de ações da natureza podem ser maiores ou menores na dependência da infraestrutura oferecida. Contudo, há situações que mesmo havendo estrutura física das instituições o serviço deixa de ser oferecido por falta de operadores do sistema.
Os edifícios construídos recentemente no Chile possuem estrutura capaz de suportar tremores em elevadas escalas Ricter, mas, mesmo assim, a energia elétrica, o gás e a água são cortadas automaticamente e os elevadores param de funcionar.
Observe que uma família com bebês morando no oitavo andar de um prédio, tendo que alimentar os filhos, sem as condições acima citadas, precisa se desdobrar para conseguir alimentos nas padarias e supermercados, sem se descuidar da segurança de todos os membros da família.
Neste momento, acabo de receber esta mensagem de minha filha, via iphone, que se encontra em Santiago do Chile acompanhada do marido e dois filhos gêmeos de dez meses:
28/02/10 - 13h20 - Pai, estamos bem, estamos no mercado com mais 1500 pessoas querendo comprar , imagine, um caos total.Tem uns 50 carrinho na minha fila. Depois te ligo bjs Re
Enviado desde mi iphone
28/02/10 - 15h40 - Acabei de falar com minha filha ao telefone. Ela me informou que entrou no mercado, sozinha, deixando os bebês com o marido no estacionamento. Devido à dificuldade de deslocamento no interior do mercado pegou o que estava disponível nas prateleiras próximas, foi para a fila do caixa e telefonou para o marido substituí-la. Retornou a residência com as crianças, deixando o marido na fila para pagar as compras.
Os elevadores do prédio já funcionam, a água e energia elétrica foram restabelecidas.
Acordaram hoje, por volta das sete horas, devido a outro temblor cuja intensidade foi em torno de sete graus na escala Ricter.
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Os sete pecados capitais
O melhor sistema para o funcionamento da corrupção é a ditadura.
Enquanto os ditadores estão se beneficiando da corrupção, eles mantêm a boca calada. Na hora que alcançam o desejado ou precisam de assunto para impressionar o povão, eles saem fora e joga os corruptos na arena, para serem comidos pelos leões.
Assim está acontecendo na Venezuela.
O ditadorzinho Chaves, depois de ter acabado com a produção agrícola do país e mascarar a inflação galopante, resolveu intervir em sete bancos, tomar os bens dos diretores e distribuí-los com o povo.
O povo, segundo Chaves, vai receber as vacas, o arroz e o milho dos banqueiros. E o resto da fortuna fica com quem? Para ser usado em que? Pagar a quem?
Não há ninguém besta, inclusive o congresso brasileiro que está com o “macaco” no colo, sem saber como aprova a entrada da Venezuela no Mercosul. É claro que a decisão já foi tomada por Lula! Ele já preparou o terreno. Articulou com os parlamentares que discursaram contra e fazem parte da bancada do governo. Serão benefíciados e não participarão da sessão onde será votada a medida.
Agora, se a moda pega no Mercosul, com a entrada de Chaves, vai ter muito banqueiro com as barbas de molho. Sabemos que os daqui financiam as campanhas dos candidatos da direita, do centro, e da esquerda. Querem ficar de bem com todas as correntes políticas e se beneficiar, como estão no momento atual, das benesses da política econômica.
Será que um dia, quando a Venezuela voltar à normalidade política e econômica, Hugo Chaves vai pensar igual a Lula ou eles já pensam iguais?
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Na fila
Junto a um balcão de carnes em um supermercado, uma senhora reclamava da demora no atendimento. Dizia ela a um funcionário com características de supervisor: “ Estou aqui há quase vinte minutos e a fila não andou. O senhor precisa colocar mais funcionários no atendimento.”
A observação chamou a minha atenção, e comentei: “Quem sabe uma maquininha de senhas possa resolver o problema? O cliente retira sua senha, vai escolher outros produtos enquanto será anunciada a sua vez de atendimento... assim ninguém fica esperando na fila.”
Ela retrucou: “Nada disso, eles precisam é colocar mais funcionários no atendimento.”
Pensei em falar: Se o supermercado proceder desta forma, o filé que está sendo vendido por R$17,99, certamente, será majorado, contudo, percebi que a impaciência pela demora no atendimento não a deixaria entender o que eu tentaria explicar. Afinal, todo aumento de custo é repassado ao consumidor e as pessoas só ouvem quando querem.
Em casa, continuei pensando no que tinha presenciado e me veio algumas questões:
1- A senhora reclamante possui quantos empregados em casa?
2- Se for uma funcionária pública, ela tem a mesma presteza exigida no supermercado, ao atender o cidadão brasileiro?
3- Ela sabe que, no Brasil, um funcionário custa para a empresa mais do dobro do seu salário bruto?
4- Quando ela pede favor a um filho, o faz com a mesma exigência de prontidão?
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Eleições no Chile
Enquanto no Brasil estão costurando uma candidatura feminina para a presidência da república, no Chile Michelle Bachelet será substituída por um homem. A dúvida é se o futuro homem a governar o país será o ricaço e sorridente Sebastián Piñera, o velho conhecido ex-presidente Eduardo Frei ou o jovem de 36 anos, deputado de esquerda, Marco Enríquez, filho de guerrilheiro morto durante a sangrenta ditadura de Augusto Pinochet.
Piñera segue liderando as pesquisas mesmo com o apoio de Bachelet dado a Frei.
É bom lembrar que a presidenta possui 70% de aprovação do governo, apesar da crise mundial ter impactado negativamente, com intensidade, a economia chilena.
Caso a situação permaneça com se encontra, possivelmente Piñera será o mais votado no primeiro turno e disputará o segundo com Frei ou Marco, já que os dois últimos, segundo as pesquisas, aparecem empatados em segundo lugar.
Que leitura se pode fazer das pesquisas de intenção de votos?
1 – O chileno de maior poder aquisitivo prefere Piñera;
2 – O chileno que sente mais os efeitos da crise mundial prefere Marco;
3 – O chileno que aprova as políticas públicas de Bachelet e reage a mudanças radicais prefere Frei.
Quem votar no candidato independente Marco Enríquez Ominami estará optando por uma reforma tributária que prevê aumento de impostos às empresas e diminuição das regalias oferecidas às mineradoras de cobre; maior impulso na política educacional; mais dinheiro para programas sociais; e legalização de matrimônio homossexual.
Quanto ao matrimônio homossexual, não sabemos qual será a reação da tradicional e machista sociedade chilena. Marco Enriquéz poderá pedir ajuda aos organizadores das paradas gay no Brasil: com amor e arco-íres tudo se resolve...
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sábado, 24 de outubro de 2009
Brasil e Uruguai fecham acordo
Os exportadores brasileiros e uruguaios vão poder fazer transações comerciais sem a utilização do dólar como moeda de troca.
Os custos das operações comerciais serão diminuídos e deixarão, a princípio, de sofrer as oscilações de humor em relação ao dólar, em momento que a moeda americana sofre significativa desvalorização no mundo.
Assim, como ocorre com a Argentina, Brasil e Uruguai tentam abrir uma relação comercial sem interferência nas reservas cambiais dos dois países, apesar do Brasil dispor de dólares como nunca na sua história.
O aumento das reservas cambiais brasileiras ocorreu não devido ao volume das exportações, mas pelo bom desempenho dos fundamentos econômicos que estimularam remessas de investidores estrangeiros para o Brasil, já que ainda fazemos parte na lista dos três países que pagam os maiores juros do mundo. Este fato é esclarecido devido à necessidade de se financiar a dívida interna astronômica feita para sustentar a imensa máquina pública.
É assim: poucos pagam muito para muitos receberem muito e trabalharem pouco...
Enquanto a reforma fiscal não acontecer, teremos que amargar este cenário.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Entrevista desastrosa
Lula declarou segundo o Jornal Folha de São Paulo:
"Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão"
Ora, independente da religiosidade de cada indivíduo, afirmar que Jesus faria algo tão desastroso é no mínimo falta de noção da importância do maior líder que habitou nosso planeta.
Afirmar tamanha asneira, beira à irresponsabilidade e falta de cultura. Nem os filósofos mais excêntricos que não acreditavam ou acreditam na existência de Deus deixaram de reconhecer a importância de Jesus para o mundo.
A afirmação do presidente deixa margem a se concluir que caráter, ética e moral são valores que não transitam no governo.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Cueca vermelha
A cueca vermelha, exposta pelo senador é para confirmar o seu pensamento esquerdista ou simplesmente para indicar ao palácio que ele está colocando a cor do partido “nos fundos”?
Isolado pelo planalto por ter idéias próprias, em algumas oportunidades, a memória não ajuda no que tem por falar nas seções do senado.
Apesar das exposições em programas de humor, o senador é uma pessoa do bem, diferente daqueles que usam as cuecas para carregarem dinheiro sujo...
DisseJean-Paul Sartre: "O inferno são os outros"
Neste caso o senador não se imagina no inferno. Os "outros" que se f....
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Seis bilhões a mais na dívida pública
Fala-se que o governo pretende injetar seis bilhões de reais na Caixa Econômica Federal para manter programas habitacionais nos próximos dois anos.
Para que isto ocorra o governo precisará emitir títulos públicos que serão comprados por investidores em troca de juros.
São três as perguntas que eu gostaria encontrar as respostas:
1 - Por que o governo quer cobrar Imposto de Renda sobre aplicações em cadernetas de poupança com o objetivo de desestimular aplicações que até o momento serviram de lastro para financiar programas habitacionais?
2 – Por que o governo prefere emitir títulos públicos, aumentando a dívida interna, e pagar juros superiores aos da poupança?
3 - Os reflexos dos incentivos para reverter a marolinha da crise começaram a aparecer, e o governo utiliza o argumento dos programas habitacionais para capitalizar a Caixa Econômica?
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domingo, 4 de outubro de 2009
Como un Pájaro Libre
Assim, “como um pássaro livre” a cantora argentina Mercedes Sosa morre aos 74 anos.
A “La Negra”, apelido que ganhou por ter, à época, longos cabelos lisos, foi exilada do seu país em 1979 por combater, através de suas canções, a ditadura militar dos anos 70/80 na Argentina.
Muitos cantores brasileiros dividiram o mesmo palco com Mercedes e canções a exemplo de “Gracias a La Vida” da cantora chilena Violeta Parra foi imortalizada na voz desta espetacular interprete.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Os foguetinhos de Chaves
O discurso socialista do presidente venezuelano Hugo Chaves durante sua recente viagem pelo Oriente Médio e Europa, é visto por alguns dos países visitados como alternativa para o fortalecimento de suas economias.
O candidato a “sucessão ideológica” de Fidel Castro procura aliados para ajudarem opor-se à política imperialista americana.
Apesar de não denegrir a imagem de Obama, continua falando horrores do ex-presidente americano George Bush.
Ora, o desastre que foi Bush para o mundo, mantê-lo na mira não passa de falta de imaginação. É carta conhecida. Como disse Tancredo Neves, é mais importante escolher o inimigo do que o amigo. A escolha errada não dá Ibope.
Hugo precisa arrumar outro inimigo para se manter combativo e esconder o fracasso do seu governo. Termina batendo na Colômbia, em Honduras e nos Estados Unidos para manter a população ocupada e encobrir as carências sociais do seu povo.
A Rússia se interessa pelo petróleo venezuelano e ajuda Hugo a armar-se com mísseis. Será que Chaves pensa lançar foguetinhos contra os Estados Unidos ou os artefatos servirão para sua defesa? Que defesa? Obama via invadir a Venezuela? Vai nada, o Bush que é o Bush não deu a menor importância a Chaves, quanto mais Obama que tem tanta coisa por fazer...
Na parecida rota de Chaves, Lula faz marolinha dizendo assinar acordo com a França para comprar aviões e submarinos, objetivando agradar as Forças Armadas em defesa da decadente candidatura da Dilma.
Salve-me DEUS, será que eu vou ver uma guerra?
Cuba não lançou foguete, Chaves vai lançar?
E os nossos submarinos, o que vai ser deles? Ficarão parados juntos às plataformas do pré-sal? Serão suficientes para defender a nossa riqueza energética? Defender contra quem? Chaves, Estados Unidos, Rússia?
Acuda-me, DEUS!
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Vacas no Senado
Conta a história, que uma esposa reclamava ao marido sobre o tamanho da casa na qual moravam. Ela considerava a residência muito pequena para abrigar toda a família.
Sem condições financeiras para ampliar o imóvel, o marido resolveu tomar por empréstimo, de um fazendeiro, uma vaca e a colocou na sala. Logo, o espaço pequeno ficou ainda mais diminuto.
O marido tentou convencer a mulher dizendo que a vaca estava produzindo leite, e que a economia a ser feita serviria para, futuramente, ampliar o imóvel.
Na primeira semana o marido ouviu quase tudo que um ser humano pode agüentar. Na segunda, as reclamações diminuíram, porque a família já estava se acostumando a dividir o espaço com a vaca. Na terceira semana, pararam as reclamações.
O marido satisfeito com o que aconteceu tirou a vaca da sala.
A mulher contente com a decisão falou para o marido:
- Agora sim, meu querido, a sala ficou grande novamente. Podemos assistir televisão com mais conforto.
A história serve para comparar o que está acontecendo com o Senado Federal.
Em vez da extinção do Senado, como muitos defendem, vale analisar a proposta de se colocar em cada gabinete de senador uma vaca, porque, neste caso, a maioria dos senadores teria mais o que fazer. Em vez de se alimentarem com o leite roubado dos pobres, fariam diretamente nas tetas das vaquinhas.
O risco é se no dia do “Juízo Final” os bandoleiros forem rechaçados por São Pedro, por recomendação de São Francisco, defensor dos animais, e tiverem que retornarem a terra, para pagarem os seus pecados.
Se isto acontecer, São Francisco estará sendo justo. Afinal, quem votou nos larápios é que tem que alimentá-los, e não o pobre do São Pedro...
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
Itaipú
Quando Lula cede aos caprichos do bispo Lugo, presidente do Paraguai, aceitando mudanças no critério de pagamento da energia binacional, no mínimo, ensaia destratar um Tratado assinado na década de setenta, com vencimento em 2023.
Afirmar que o consumidor não vai pagar o aumento do custo da energia comprada do Paraguai, é história para boi dormir. Quando não se paga a conta através do consumo, paga-se através da contribuição de impostos.
À época da construção da hidroelétrica, o BNDES emprestou recursos ao Paraguai para ser sócio do Brasil no empreendimento. O pagamento do empréstimo é feito com recurso pago pelo Brasil quando compra energia do Paraguai, já que este não consome o total do que lhe cabe no acordo.
É como se o Paraguai tivesse casado com uma mulher rica. O Brasil fez o projeto, emprestou o dinheiro, e paga pela energia que excede à necessidade de consumo daquele país.
Nada do que Lula e Lugo negociaram tem valor, até que os Congressos, dos dois países, autorizem as mudanças.
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sábado, 25 de julho de 2009
O jipe branco de Zelaya
Não se pode comparar a aventura de Manuel Zelaya, presidente deposto de Honduras, e Nicolás Amadurecido, chanceler venezuelano, ao tentarem, ontem, entrar dirigindo um jipe branco no território hondurenho, com as trapalhadas de Dom Quixote e Sancho Pança.
Aos dois primeiros falta a ingenuidade de Dom Quixote e Sancho Pança, que lutaram contra o inimigo imaginário, na defesa de Dulcinéia de Tobroso.
A aventura do presidente deposto e do chanceler venezuelano, mais parece às trapalhadas do sargento Garcia ao perseguir Zorro, o herói da capa preta.
Até um estudante secundarista, que tenha participado de movimentos estudantis na época do golpe militar de 1964, no Brasil, saberia que, entrar em Honduras através da Nicarágua é historia para boi dormir. Não passa de propaganda política. De prático, não teve nada!
Interessa a muitos a defesa da democracia, e a outros a polêmica do fato.
Enquanto isto, a “República das Bananas” continua colhendo a pacova que plantou...
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Honduras de Zelaya
Os regimes totalitários devem ser rechaçados sejam eles de direita ou de esquerda. Sem dúvida, a democracia é o regime mais aceito no mundo. Nele, se pode expressar o descontentamento da população, e sinalizar os governantes para mudanças no rumo da gestão pública.A história de um país não muda na velocidade desejada pelo seu povo, depara-se com forças externas que equilibram as ações e remete para uma tendência globalizada. As situações esdrúxulas que permeiam nos países latino-americanos remetem o olhar em direção à Venezuela, onde seu mandatário se veste de salvador da pátria e tenta se perpetuar no poder.
A ele, Evo Marales e Zelaya tentam imitá-lo, impregnados com verborréias totalitárias, financiadas pelo petróleo abundante naquele país.
O Brasil que poderia exercer o papel de líder da América Latina se curva aos argumentos e a truculência de Chaves. Colocar o Zelaya no front, acompanhado pelo chanceler venezuelano, Nicolás Amadurecido, e pelo ex-guerrilheiro sandinista Éden Pastora não passa de uma aventura grotesca e irresponsável.
Hoje, não se faz revolução invadindo fronteiras. É uma atitude de governante burro e irresponsável. Quando não há argumento e credibilidade mundial, o fim é o combate.
Honduras, o país que, no passado, deu origem ao título de “República das Bananas”, por ter se submetido aos interesses de empresas americanas, hoje se curva aos interesses da “República Chaveana”.
Se Zelaya carrega nas costas quinze delitos, ou cometeu atos que feriram o artigo 239 da Constituição daquele país, como argumentam os golpistas hondurenhos, é coisa para ser ponderado dentro da legalidade. O seu sucessor legal não seria um golpista.
Por aqui, no Brasil, o povo é mais complacente: Fernando Henrique Cardoso mudou a constituição para se reeleger, Lula ensaiou várias vezes fazer o mesmo, e Sarney ficou mudo frente às denuncias de corrupção, enquanto o presidente do Conselho de Ética do Senado, sem ética, diz que o acusado é quem deve cortar a própria goela...
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Outra foto para a história do Brasil
Eu queria saber o que leva um homem com 80% de popularidade aliar-se à oligarquia política retrógrada e corrupta...
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sábado, 18 de julho de 2009
Uma foto para a história do Brasil
Eu queria saber o que leva um homem com 80% de popularidade curvar-se a uma recente história perdulária e corrupta...
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Reforma Previdenciária
Há meses Lula autorizou o líder do governo e o ministro da previdência, negociar alternativa às reformas previdenciárias aprovadas no Senado, atualmente em andamento na Câmara dos Deputados.
Na opinião do Lula as reformas não devem passar apesar de ele declarar que a previdência é superavitária. Não quer a tarefa de vetar por ser impopular, e prejudicar a eleição da Dilma a presidência da república.
Os deputados por sua vez, precisam aprovar os projetos de lei em tramitação porque também precisam do voto para reeleição.
A alternativa política encontrada foi “negociar” incluindo as centrais sindicais, que estão nas mãos do Lula, já que ele aprovou a manutenção do imposto sindical, que serve para financiar as campanhas de políticos do PT e de outros partidos ligados a sindicatos.
Estamos com um governo que não sabe o que é ética, usando o Estado para proteger interesses de políticos corruptos, capaz de acobertar ladrões dos cofres públicos para ter apoio político.
É uma tristeza!
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Moral e Ética
As cabeças corruptas em Brasília estão fervendo para conseguir uma solução “moral” para evitar que os beneficiados dos chamados “Atos Secretos do Senado” não devolvam o dinheiro roubado do povo.
Estão tentando justificar que o Estado não pode enriquecer a custa do trabalho de uma pessoa, sem que haja o devido pagamento.
Justificativa jurídica pode até aparecer. Quando há interesse, se consegue tangenciar o cerne do problema, com justificativa que possam parecer moral, apesar de nada ética.
Assim, o Brasil continua oferecendo um péssimo exemplo ao mundo e envergonhando o seu povo como Nação...
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terça-feira, 23 de junho de 2009
SoliJão
Estou só!
Restam as lembranças: do chapéu de palha, da camisa quadriculada, da calça costurada com remendos, do cheiro horrível de fumaça, da laranja bahia, do milho e amendoim cozidos, dos bolos de aipim e puba, do lenço no pescoço, do licor de jenipapo, e do saquinho com fogos.
Estou só!
Com a lembrança da expectativa do forró na casa de Otávio, ao som da vitrola tocando discos de Gonzaga e do Trio Nordestino.
Estou só!
Com a lembrança do calor no rosto, provocado pela fogueira ao ascender bombas no tição.
Estou só, mas, acho que João chegou, disseram-me que ele existe. Veio me fazer companhia...
Viva a São João!
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Vinho
Certa vez, escutei uma ministra brasileira dizer que a solução para o desenvolvimento da vinicultura no Brasil era deixar de considerar o vinho como bebida alcoólica. É certo que em alguns países tradicionais produtores de vinho isto já ocorre. O consideram como alimento.
Como aprecio a degustação da bebida, sempre que me encontro no Chile - com agora - percorro os supermercados à procura de marcas de qualidade que não são vendidas facilmente no Brasil, ou se encontradas os preços não estimulam o consumo.
Em muitos restaurantes em Santiago, pode-se escolher no almoço para acompanhar um prato comercial, água, refrigerante ou uma copa (taça) de vinho, e até eleger a cepa que quer beber.
É evidente que estou falando de vinhos básicos.
Por aqui, o vinho é tão comum, que se bebe até misturado com coca-cola.
Vinhos usados no Brasil algumas vezes para degustação, ocupam as prateleiras mais baixas nos supermercados chilenos. Para os pouco familiarizados, este é um sinal de vinhos considerados comuns, e de baixa qualidade. Não vou citar nomes das marcas por uma questão ética.
Um fato, contudo, me fez lembra a ex-ministra da indústria e do comércio: Em prateleiras fora do setor de vinhos são expostos algumas marcas em embalagem Tetra Pek, as do tipo que são acondicionados suco e leite. Neste caso, diferente do setor de vinhos, apesar de marcas menos apreciadas, os produtos são colocadas nas gôndolas de alimentos ao alcance dos olhos do consumidor. Ou seja, em prateleiras cuja altura chama a atenção.
É comum se encontrar velhinhas aposentadas colocando as citadas embalagens nos carrinhos. Os preços são muito convidativos comparados aos do Brasil.
Para degustar, é outra coisa... Existem bons vinhos na faixa de preço entre R$ 20,00 a R$ 25,00, a exemplo de Reserva Santa Ema, Reserva Viu Manet, Haras, Gran Reserva Tierra del Fuego, Tamaya, o Equus Carmenère, MontGras Reserva, Casa Silva Reserva, e até o Adobbe Syrah, cujo custo benefício compensa. Por falar em Syrah, trata-se de um cepa com paladar muito agradável e pouco consumida no Brasil.
Para paladares mais exigentes, existem vinhos de de ótima qualidade na faixa de R$ 40,00, a exemplo do Marques de Casa Concha.
Agora, para matar a sua curiosidade, o preço do litro do vinho acondicionado em embalagem Tetra Pek constante na foto deste post, custa R$ 4,34 o litro. No Brasil, em embalagem de vidro, ele custa em torno de R$ 20,00.
!Salud!
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sábado, 16 de maio de 2009
"O que mão me mata me fortalece"
Esta história se assemelha às outras que aconteceram na política brasileira.
CPI da Petrobras, não passa de um golpe bem articulado das oposições para enfraquecer o Palácio do Planalto. Pode-se afirmar que os que por lá passam, inclusive o próprio PSDB, utilizam a margem de manobra das estatais para promoverem benefícios.
Desta vez, o governo imaginou que o PMDB, partido que o apóia, impediria a abertura da CPI, contudo, a raposa velha José Sarney, que preside o senado, saiu de baixo e deixou a plataforma petrolífera tombar em alto mar.
O governo sabia que o PSDB tinha interesse em investigar as denuncias de sonegação fiscal e a participação da empresa do irmão do ministro Franklin Martins na intermediação de distribuição irregular de royalties, da Petrobras.
Faltou perceber que seus aliados tinham interesse que um fato novo acontecesse para desviar a atenção da imprensa e da opinião pública, já que os senadores e deputados não sabem mais o que fazer para melhorar a imagem do legislativo.
Deu no que deu. Em vez de Sarney deixar o povo trucidar o Congresso para ajudar a moralizá-lo, preferiu facilitar a criação da CPI. Desta forma, o Palácio do Planalto continuará refém do PMDB na defesa dos interesses da Petrobras na Comissão Parlamentar de Inquérito e a atenção da imprensa será desviada para o novo fato.
Conclusão: quem estava na berlinda passou a ditar o jogo, e todos, inclusive o governo, sairão ilesos dos males causados ao país. Ter esperança? Sim! Segundo o filósofo Nietzsche: “O que não me mata me fortalece.”
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Ouro na pílula
Tive um amigo que morreu aos 26 anos de cirrose hepática sem nunca ter ingerido uma dose de álcool. Morreu, simplesmente, por usar amostras grátis de medicamentos sem a devida orientação médica.
Este fato me faz ter cuidado com a ingestão de medicamentos, até quando deles preciso. Muitas são as vezes que prefiro curtir as enfermidades esperando que o corpo desenvolva proteção, e, por si só, combata os meus achaques.
O Banco Central dourou a pílula ao encaminhar proposta de cobrança de imposto para a Caderneta de Poupança, com o apoio dos sindicatos. Aliás, depois das benesses criadas no governo Lula, e o apoio a dirigentes sindicais que atuaram com falcatruas junto ao BNDES, não há sindicato de oposição no país.
Dizer que quem aplica em Caderneta de Poupança é pobre não passa de conversa para boi dormir.
O limite de cinqüenta mil reais definido pelo governo para cobrança de imposto sobre aplicação em poupança, teve o objetivo de desmotivar transferências de recursos de Fundos de Investimentos para aquela finalidade, já que os fundos são os responsáveis por financiar o rombo orçamentário do governo.
Douraram bem a pílula, e parece que o povo ficou satisfeito, mesmo sem perceber a droga que nela existe.
Rogo que amigos de meus amigos não tenham amigos que tampouco se deixem levar por pílulas douradas. Foi por causa delas que o meu jovem amigo nos deixou.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
O turismo no México
O vírus AH1N1 terminou provocando um efeito devastador no setor turístico mexicano, que representa 8% do Produto Interno Bruto - PIB.
Mesmo com o plano de ação, lançado pelo governo mexicano para minimizar os efeitos da crise, espera-se que haja redução de no mínimo 50% no volume dos ganhos no setor.
Basicamente, são três as medidas definidas no plano: manter produtiva a estrutura e o emprego; manter os fluxos operacionais; e reposicionar o país como uma boa opção turística.
As ações serão dirigidas através de créditos para as empresas, apoio a destinos turísticos considerados de maiores importâncias, e recomposição da imagem do país como interessante destino turístico.
O México que já era conhecido com país inseguro e poluído, agora se acrescenta a pecha de lugar insalubre.
Para reverter o processo não bastam às medidas divulgadas, tem-se que aguardar maior transparência sobre os efeitos da gripe, e, principalmente, abrandar as imagens veiculadas no mundo.
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Eduardo Andrade
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Exercícios para cérebros enferrujados
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo..
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
Consegues encontrar 2 letras B abaixo?
Não desistas senão o teu desejo não se realizará...
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
Uma vez que encontrares os B
Encontra o 1
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIII1IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Uma vez o 1 encontrado.
Encontra o 6
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999699999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
Uma vez o 6 encontrado ...
Encontra o N (É díficil!)
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMNMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
Uma vez o N encontrado...
Encontra o Q...
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOQOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
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Eduardo Andrade
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Pra onde foi a reforma fiscal?
São três os mecanismos de política economica: fiscal, monetário e cambial.
Os economistas e os operadores de mercado - profissionais que trabalham no sistema financeiro – vivem opinando sobre tudo o que acontece no mundo econômico globalizado.
Muitas das opiniões divulgadas são especulações recheadas de interesses pessoais ou setoriais.
Por exemplo: quando o presidente do Banco Central diz que a queda da taxa SELIC (taxa que remunera os títulos públicos emitidos pelo governo para financiar a sua dívida interna) é um problema, na realidade ele não está preocupado com o aumento dos depósitos na Caderneta de Poupança, mas, em manter o interesse de grandes investidores (fundos de pensão e bancos) por títulos do governo.
Se o interesse por títulos públicos cair, onde o governo vai buscar recursos para financiar a máquina pública? Lá fora? Não!
Ora, as nossas reservas internacionais não são tão folgadas assim... Bastou ocorrer uma retração na oferta de recursos para empresas e bancos brasileiros no exterior, para que o Banco Central brasileiro se preocupasse com a redução das nossas reservas internacionais.
Segundo o nosso presidente, é chique para o Brasil tornar-se credor do Fundo Monetário Internacional.
Por que ele não acha chique trabalhar para viabilizar uma reforma fiscal, de forma que possibilite uma política monetária menos ativa?
A resposta é simples: a campanha já está nas ruas. Os governadores, e prefeitos não podem ser incomodados com cortes nos orçamentos.
Enquanto isso, apesar de não existir pressão inflacionária que justifique taxa de juros elevadas, teremos que continuar pagando mais impostos e amargar uma política monetária agressiva, com a SELIC remunerando 10,25% ao ano.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
História mal contada.
Dizer que a queda de juros no Brasil é enfrentar problemas com as Cadernetas de Poupança, conforme declarou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é torcer para que o governo continue financiando a dívida interna com juros elevados.
Esta história parece discurso de banqueiro privado, que não quer reduzir as taxas de administração dos Fundos de Investimentos, para compensar perdas de investidores com a redução da SELIC.
A redução da taxa SELIC, juros que remuneram os títulos públicos, pode fazer migrar parte destes recursos para a Caderneta de Poupança. Não há interesse dos bancos que o volume de poupança se eleve. Eles não querem correm o risco de ficarem com o ‘macaco no colo’.
O crescimento dos depósitos na Caderneta de Poupança aumentará a exigibilidade para os bancos aplicarem no segmento imobiliário, em momento que as construtoras estão andando para o lado, e os trabalhadores não se sente seguros para adquirirem imóveis novos.
Redução de juros não é problema, porque no caso específico ocorre devido os sinais de redução de pressão inflacionária. Cabe ao Banco Central ser criativo para não perder o interesse dos grandes investidores pelos títulos públicos, sem reduzir a rentabilidade do pequeno investidor que tem a Caderneta como única aplicação capaz de corrigir a sua Poupança.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Petrobas no Chile
A Petrobras adquiriu do grupo ExxonMobil, no Chile, a rede de 230 postos de gasolina Esso, mais os serviços de distribuição e venda em 11 aeroportos, e seis terminais de distribuição.
Pagará pela aquisição nada menos que quatrocentos milhões de dólares e se tornará a terceira maior rede de distribuição no país, atrás da chilena Copec, que domina o mercado com 55,1%. Disputará a segunda posição com a anglo-holandesa Shell que detém 16% do mercado.
A companhia pretende investir mais noventa milhões de dólares, no Chile, nos próximos cinco anos.
Apesar do tamanho e da importância da empresa brasileira, a Petrobras terá que aprender com a Copec, como oferecer conforto aos clientes chilenos nas suas unidades distribuídas em las carreteiras.
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sábado, 2 de maio de 2009
Mirando las ventanas
Acostumado no litoral da Bahia, no Brasil, onde a brisa que acaricia o corpo sopra do Nordeste, despertei às 07h30 de hoje em Santiago, no Chile, com o cenário da foto.
Já havia visto este clima ao sul, quando habitei há dois anos uma cabana às margens do Villarica, na cidade de Pucon.
Aqui foi diferente, não consegui identificar las ventanas dos edifícios em frente.
É lógico, se não miro las ventanas como serei capaz de mirar las Cordilheiras dos Andes?
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domingo, 26 de abril de 2009
Terremoto
Acordei às 04h05 de hoje com a minha cama trepidando.
Imaginei que fosse um sonho ou ressaca provocada por duas doses de uísque, resultado da comemoração pelos nascimentos de meus netos Felipe e Vicente.
Ainda despertando, senti o meu corpo balançar sobre a cama e em seguida ela bater sucessivamente na parede do quarto.
No décimo segundo andar de um prédio situado no bairro da Providencia, percebi que se tratava de um pequeno terremoto.
Aqui, em Santiago do Chile, chamado isto de temblor.
Pesquisei no site oficial e verifiquei que praticamente, todos os dias, em alguma região do Chile ocorrem temblores, em maiores ou menores intensidades.
Voltei a dormir e só acordei às 07h00.
Durante o dia, se eu não comentasse o assunto, nenhum chileno o faria.
É impressionante como o ser humano se adapta às condições da natureza, inclusive eu!
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Eduardo Andrade
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
Felipe e Vicente
Costumo dizer que a morte, o amor e o nascimento, são acontecimentos que mudam o sentido da vida.
Muitas vezes quando imaginamos que as transformações impulsionadas pelos acontecimentos citados estão em sentidos contrários, somos surpreendidos por eventos que nos guiam em direções opostas. Queiramos ou não, interagir contra ou a favor, pouco vai influenciar nos acontecimentos. É como se “algo” tivesse que acontecer independente de nossa vontade.
Não passa de um processo necessário e importante para que possamos notar fatos, que apesar de claros não conseguimos enxergá-los em situações normais, porque estávamos anuviados.
As energias que nos guia nas diferentes direções promovem oportunidades de crescimento. Crescer ou não é opção de cada individuo e depende do ambiente por ele construído.
Este é um momento que a minha mente está desanuviada, tenho consciência de que ajudei de alguma forma construí-lo. Se algo de bom e prazeroso está acontecendo, foi porque aproveitei os sinais energéticos da natureza e não atrapalhei os movimentos em rumo da felicidade.
Certa vez, uma vizinha carregando um bebê, seu neto, falou-me:
- Veja como João é inteligente! Cadê a lua – perguntou ao neto?
João, sem ainda falar, olhou para o céu sinalizando que havia identificado o satélite da terra.
Em seguida ela continuou:
- João, cadê a lâmpada?
João, sem hesitar, olhou e apontou a lâmpada acesa em um poste.
Ao fim da demonstração da sapiência, eu, em tom de gozação, disse:
- Realmente este menino é muuuuuito inteligente...
Falei desta forma, porque, praticamente todas as crianças naquela idade aprendem com facilidade o que é lua e luz.
Agora, com os nascimentos dos meus inteligentes e lindos netos Felipe e Vicente encontro-me ansioso para colocá-los nos braços, e tão logo percebam o que é lua e luz, chamarei a minha amiga e lhe direi:
- Veja que meninos inteligentíssimos, já sabem o que é lua e luz...
É assim, avós se parecem...
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Cadê a ética?
A falta de ética, mais do que a de moral, será memorizada pelos eleitores, e se tivermos sorte poderá interferir nas próximas eleições.
O presidente da Câmara, deputado Michel Temer, e outros com caras de moralistas titubeiam na ética. Pego de “calça curta”, juntamente com o outro menos moralista Fernando Gabeira, tentam ludibriar o povo com propostas de mudanças nos critérios de uso de passagens aéreas dos parlamentares.
Reduzir em 20% ou em 50% a verba atual é um argumento simplesmente moralista. Não há nada de ético na proposta.
Atrelada a esta proposição podemos aguardar, em breve, o reajuste dos salários dos parlamentares para míseros R$ 24.000,00. Assim, o que é imoral poderá passar a ser ético só na concepção dos parlamentares.
Enquanto inúmeros projetos estão nas prateleiras do Congresso para serem votados, o povo aguarda p a c i e n t e m e n t e, feito cordeiros de Deus, a boa vontade dos malandros congressistas resolverem um problema que nem se quer deveria existir.
Disse-me um amigo: “Um grande erro do Juscelino Kubitschek foi construir Brasília, assim, como nos presídios, os malandros ficam juntos e podem melhor articular as falcatruas contra o povo brasileiro.”
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Eduardo Andrade
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Muchas gracias
A primeira vez que estive no Chile coincidiu com a liberação do cambio no governo Fernando Henrique Cardoso. Lembro-me que saí do Brasil com a paridade do dólar perto de um para um do real e ao retornar o dólar valia 1,92 reais. Ou seja, a nossa moeda havia perdido quase 50% do valor de compra comparada ao dólar.
As outras vezes que vim ao Chile, a exemplo do que aconteceu na primeira viagem, eu trouxe dólares para cambiar por pesos chilenos.
Agora, não precisei mais adquirir dólares. Trouxe reais e os troquei em casas de cambio por pesos chilenos.
A integração latino-americana e o “real forte” permitem economia a quem viaja do Brasil para o Chile. Ao fazer o cambio de real para peso chileno, evita-se que se proceda duas trocas de moedas. Ou seja: No Brasil (real para dólar), no Chile (dólar para peso).
Isto ocorre, porque o Brasil conseguiu em curto espaço de tempo fortalecer a sua moeda.
Em uma loja de departamento, aqui em Santiago, após a compra de um produto falei para a atendente: muchas gracias!
Ela respondeu: Obrigada!
Integração é isso.
Pensei: Seria bom que pelo menos um canal de TV aberta no Brasil transmitisse em espanhol e outros canais, na América Latina, transmitissem em português.
Poderíamos falar “obrigado” ou hablar “muchas gracias”. Todos entenderiam que estamos gratos...
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Eduardo Andrade
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Torcedor de torcida
- Você vai passar algum tempo aqui no Chile, já escolheu o time de futebol que vai torcer? – falou-me Juan.
- Ainda não. – respondi.
- Aceitas o convite para assistirmos a partida de futebol entre o Universid do Chile e Grêmio, pela Copa Santander Libertadores? – voltou Juan a argumentar.
- Sim – respondi.
Horas depois recebi um e-mail enviado por Juan contendo duas tabelas. Uma com a posição do Unviversid do Chile na Copa Santander Libertadores, e outra do Torneio de Clausura.
Em seguida outro e-mail, desta vez do nosso amigo Gonçalo dizendo: Olá, Don Eduardo! Bem-vindo ao Chile, de novo. E bem-vindo à maior torcida do país. Até mais, a gente se vê logo, logo… Um abraço, Gonzalo.
A eficácia dos dois foi impressionante. No início da noite eu já estava de posse do ingresso número 867 e logo partimos para o grande espetáculo.
Ao chegarmos ao estádio ouvi a torcida cantar: “Sale León / sale sale sale León / sale sale sale León / sale sale sale León”.
Após a entrada da equipe no gramado ouvi: “Porque te quiero tanto te vine a ver / porque te quiero tanto te vine a alentar / dale Bulla tu eres mi pasión / te llevo adentro de mi corazón”.
Disse-me Juan: é com ir a um espetáculo de canto massivo!
Eu não sabia se olhava o que estava acontecendo no gramado ou a torcida. Mais de 45 mil torcedores cantando durante os noventa minutos do jogo.
Gonzalo sai no intervalo para comprar um rico sanduíche enquanto Juan chamava a minha atenção para duas crianças próximas. Falou-me: quando Felipe e Vicente estiverem próximos daquelas idades, certamente, estarão comigo aqui torcendo. As camisas azuis já foram compradas e ficarão expostas na porta do apartamento na clinica onde irão nascer.
O jogo entre o Universid do Chile e Grêmio terminou.
Outros, mais importantes, serão vistos por esta dupla de atacantes: Felipe e Vicente.
É assim: pai é pai e avô é avô!
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Eduardo Andrade
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
O Sol
É assim, por traz das Cordilheiras dos Andes os primeiros sinais de luz.
A cidade se banha delicadamente com diversos matizes que confunde a visão.
Em seguida surge ele forte, imponente e altivo. Seus raios mandam-nos acordar e cuidar da vida.
Levanto-me, acompanho Felipe e Vicente na barriga de minha filha até a clínica, e ouço doutor Valdivia falar: ¡Están perfectos! Vamos a aguardar hasta la póxima semana.
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Eduardo Andrade
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
O milagre da vida
Hoje, fechei a mala que seguirá comigo para uma nova aventura.
Desta vez a expectativa é maior.
É assim: o amor, a morte e o nascimento, são responsáveis pelas grandes transformações.
Para meu encanto, a minha será instigada pelos nascimentos de Felipe e Vicente, que abrigarão nos seus genótipos alguma filigrana do meu DNA.
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Eduardo Andrade
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Contraditório
Franz Kafka cita em um dos seus livros que “As opiniões muitas vezes são apenas expressão do desespero”. Diz mais: “A compreensão correta de uma coisa e a má compreensão desta mesma coisa não se excluem de todo”.
Se ficarmos atentos às nossas expressões e as das pessoas com quem nos relacionamos, a primeira citação de Kafka está correta.
Considerando que o mundo é um só, o que modifica é o olhar de cada individuo a respeito do mesmo tema. Neste caso, Franz Kafka continua dando um banho filosófico a respeito do comportamento humano.
Aqui pra nós, o estilista e apresentador de TV Clodovil Hernandes precisava tornar-se deputado federal só para ganhar mais dinheiro e manter o glamour? Certamente se contradisse mostrando a humildade que não possuía.
Afinal, Clodovil perdeu oportunidades de frear a língua como recomenda o Evangelho, e a primeira expressão de Kafka.
Quanto a mim, poderia frear os meus dedos que digitam este post, já que a citação bíblica é figurada e distorcida, vez que a língua e os dedos agem através do comando cerebral.
Neste caso, por não frear a minha mente desviando o pensamento para coisas mais interessantes, procuro me encaixar na segunda expressão de Kafka: “A compreensão correta de uma coisa e a má compreensão desta mesma coisa não se excluem de todo”.
Tanto Clodovil quanto eu, segundo Kafka, estamos certos e errados.
Nossas opiniões são fruto das experiências. No caso específico foram bem diferentes.
Ainda bem que foram!...
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Eduardo Andrade
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Quem disse que ela não fala?
Ontem, a primeira-dama respondeu uma pergunta ao repórter, durante os desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro.
O que a teria motivado para deixar o presidente no camarote e descido até a pista do sambódromo?
Possivelmente, ela se irritou com o excesso de puxa-saquismo dos políticos locais que acompanhavam o presidente.
Depois que o ex-presidente Itamar Franco foi fotografado no sambódromo em companhia de uma modelo com a genitália à vista, possivelmente o atual pensou duas vezes antes de comparecer ao evento.
Não vi nenhum mestre-sala deixar de dar atenção a porta-bandeira para se curvar ao mandatário ou à primeira dama.
Alguém comentou que a primeira-dama não fala.
Enganou-se: a primeira-dama fala e, eu ouvi!
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O mineirin do castelo.
Vinte e cinco milhões de reais é o que dizem valer um castelo erguido no interior das Minas Gerais.
Naquelas bandas do Brasil já se produziu muito ouro, enviado para Portugal e Inglaterra. Possivelmente algum filão foi deixado esquecido, e um cidadão, muito trabalhador, honesto e ético descobriu a riqueza.
Resolveu construir algo inusitado, a ser usado por sua prole, pagando salários justos, e recolhendo encargos sociais.
Não poderia ser diferente, até porque, é um dos que estudam as justas reformas da previdência que tramitam na Câmara dos Deputados.
Que coisa fantástica! Um complexo arquitetônico encravado nas entranhas das antigas minas de ouro.
Caso a intenção de quem o construiu fosse esconder de alguém ou de alguma instituição, certamente teria encomendado um projeto subterrâneo, aproveitando os buracos deixados por nossos colonizadores.
Assim, esta coisa primorosa não seria facilmente fotografa e divulgada.
Tenho a impressão que além de Ouro Preto, e Tiradentes, “O Castelo” será incluído nos roteiros turísticos, a exemplo do que se faz na Europa.
Será que pobres deputados acostumados a aprovarem “Bolsa Família” não se sentem constrangidos ao se sentarem ao lado de um castelão? Ou, será que a defesa do senhor feudal é tão eficaz ao ponto de convencê-los a tirarem férias em um dos aposentos de sua obra?
Que partidinho desinformado é este DEM... Só soube desta virtuosidade agora?
Ah MST frouxo de uma peste!
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O curioso caso de Benjamim Button
O que se pode tirar de um filme cujo protagonista nasce com oitenta anos e morre bebê, no colo da sua velha esposa?
Parece-me que esta questão move o espectador a refletir sobre a trajetória da vida.
Inverter os processos para reordenar cronologicamente os momentos, e possibilitar a formação de parcerias ou relações amorosas, como se fosse possível decidir quando se quer ficar criança, jovem, experiente, ou velho, é o “X” da questão.
A duração de mais que duas horas e meia, para alguns espectadores pode parecer excessivo, para outros o período é insuficiente para refletir sobre as respostas às questões sutilmente colocadas no enredo.
O curso da vida é inevitável, mesmo quando é rodado ao contrário, fruto de uma ficção. Quando os momentos mentais são apresentados em fenótipos ou roupagens divergentes, quem vive perde o entusiasmo e quem observa a satisfação.
À criança dar-se o direito de brincar e ao idoso o compromisso de nortear.
Quando as posições se invertem o estranho aflora aos olhos de quem aprecia e ao sentimento de quem vive. É anormal uma criança idosa, assim como um velho criança.
O filme aborda o repúdio de um pai ao filho feio e esdrúxulo, e exalta a caridade feminina representadas nas figuras das duas mães de Benjamim.
Outro fato que pode passar despercebido é o valor da escrita. O filme é desenvolvido com apoio em um Diário escrito por Benjamim, sem o qual seria impossível o relato, já que os dois protagonistas estavam trilhando idades opostos.
Tem a direção de David Fincher, e roteiro de Eric Roth e Robin Swicord. Sete atores fazem o papel de Benjamim, inclusive Bred Pitt. O papel de Daisy é representado pela atraente Cate Blanchett que já contracenou com Pitt em outro interessante filme, Babel. Trara-se de uma adaptação do conto do escritor e roteirista americano Francis Scott Fitzgerald.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
Nada de novo.
Depois de falar que não seria candidato à presidência do Senado, o Sarney surge com a história que resolveu concorrer ao cobiçado posto devido à crise mundial.
Ora, Sarney quando presidente da república deu calote na dívida externa e o país, com a fama de caloteiro, teve que amargar custos elevadíssimos de captação de recursos externos comparados a de outros países.
Aqui é assim, o sujeito que faz tudo errado tem emprego garantido. É só ver os ex-ministros, ex- presidentes e ex-diretores do Banco Central e BNDES. Estão todos em bancos particulares ou com consultorias pagas por empresas que foram beneficiados por eles quando estavam no governo.
Como a política é a ciência do possível, o PSDB, maior partido de oposição ao governo Lula, achou pouco os cargos prometidos por Sarney em troca do seu apoio e surpreenderam os mais experientes analistas políticos: aderindo à campanha do Tião (PT).
Aliás, depois do resultado das eleições de Belo Horizonte, onde o PSDB apoiou o candidato indicado pelo PT, aderir ao Tião Viana não é nada difícil. Até porque, a briga entre PT e PSDB é para decidir quem comanda a embarcação com mais de cento e noventa milhões de passageiros, e arranjar emprego para seus correligionários.
Sendo assim, seria melhor para o país colocar o Serra e a Dilma na mesma chapa à presidência da república e dividir o bolo como sempre fazem.
Entre a oligarquia do Sarney e o populismo de Tião prefiro o atual presidente do Senado Garibaldi Alves. Pelo menos, o Garibaldi me faz escarnecer ao ouvir as justificativas sobre as maluquices da casa nas entrevistas por ele concedidas.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
O que poderá acontecer?
O mundo não mudou!
Contudo, existe esperança de que algo novo possa acontecer.
Há sessenta anos o pai do atual presidente dos Estados Unidos não tinha licença para ser servido em restaurantes naquele país devido à cor de sua pele.
Hoje, o homem mais importante do mundo proferiu discurso de posse dando sinais da disposição conciliatória, sem deixar de registrar a importância que os antepassados tiveram nas conquistas da potência mundial, abalada atualmente pelas crises econômicas e de credibilidade.
Para cada vida americana tombada em combate, outras indefesas foram cruelmente dizimadas e com elas as suas culturas, justificadas na defesa de modelos políticos, interesses energéticos e econômicos.
Povos indígenas e comunidades tribais sumiram da face da terra para facilitar a retirada do ouro e da prata.
Traições foram estimuladas, e ditaduras financiadas para viabilizarem a implantação de modelos agrários convenientes ao abastecimento.
Incorporações de territórios de nações vizinhas serviram para consolidar o que hoje se reconhece como a nação mais importante do mundo.
Mudança não é só pensar diferente, é agir diferente!
Entre o discurso de Obama e as ações haverá um espaço que será percebido com o desenrolar do tempo.
Tomara que o combate, desta vez, seja fiel à preleção em defesa dos pobres, do meio ambiente, da escolha religiosa, e da paz, se contrapondo ao imperialismo e a favor do diálogo.
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sábado, 10 de janeiro de 2009
Faixa de Gaza à brasileira
Meu amigo Marcos, quando estudante de química, resolveu por em prática o que havia imaginado ter aprendido na universidade.
Construiu um foguete, na sua própria casa, e decidiu colocá-lo no ar. Para comemorar o lançamento, convidou amigos para assistirem o evento.
Sem espaço adequado para a geringonça de aproximadamente um metro e meio, aproveitou o momento que os pais não estavam em casa, e decidiu lançá-lo do quintal da própria casa onde morava.
Com a ajuda dos companheiros equilibrou o foguete, de forma que pudesse alcançar a altura desejada. Sem saber ao certo o que aspirava.
Encheu o tubo de combustível e tocou fogo!
Não deu outra: o foguete subiu sem o equilíbrio necessário, já que a quantidade de combustível não estava adequada ao peso da geringonça, e logo se virou em direção ao telhado da casa vizinha. Ao atingir o alvo indesejado, explodiu!
Ao perceberem o estrago, os autores da façanha decidiram fugir, sem destino, em um velho fusca. Em seguida à fuga, a rua estava totalmente tomada por policiais, que investigavam o ocorrido.
Curiosidade científica? Brincadeira de jovens? Ação terrorista? Não se sabia ao certo o que havia acontecido. Todos os envolvidos estavam foragidos! Para a polícia não era um bom sinal, apesar de não ter havido vítima.
Por pouco o Marco não foi preso pela polícia do exercito já que à época imperava o regime militar no país.
Ao ver as reportagens sobre as ações terroristas do Hamas na Faixa de Gaza, lembro-me deste fato, ocorrido há anos.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Nas mãos dos velhinhos
As empresas costumam planejar olhando o desempenho econômico e as tendências do mercado. Muitas informações se baseiam em fatos ocorridos, outras nas intenções dos consumidores.
Pesquisas recentes indicaram que 50% dos brasileiros pretendem diminuir os gastos e 29% dos trabalhadores crêem que poderão perder o emprego este ano. Estas informações são importantes porque apontam para o futuro.
Há esforço do governo brasileiro de manter elevado o consumo, para evitar a queda de oferta de emprego. Por outro lado, apesar da valorização do dólar, a inflação mantém tendência próxima à meta e o Banco Central dá sinais para a redução dos juros.
Contudo, se as pesquisas de intenção divulgadas não forem revertidas durante os próximos meses, o crescimento econômico poderá ser prejudicado, apesar das medidas de redução de impostos, já divulgadas pelo governo, e da redução dos juros prevista para a próxima reunião do COPOM -Comitê de Política Monetária.
As inseguranças dos trabalhadores que refletem nas indicações das pesquisas divulgadas, citada anteriormente, se contrapõe às medidas governamentais, possivelmente devido à faixa etária e baixa qualificação.
Uma saída para aumentar o consumo é disponibilizar mais recursos para os aposentados. Estes, além de receberem do INSS valores inferiores às suas necessidades básicas, terminam assumindo despesas de filhos e neto desempregados.
Para isto, basta o governo deixe que sejam aprovadas, no Congresso, as reformas previdenciárias em andamento.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Ano Novo
Quantos encontros ocorreram ao fecharmos a porta do Ano Velho em busca do Novo?
A linguagem que flui nos encontros através dos contatos físicos, sonoros e visuais, que o nosso sistema nervoso sente e reflexiona, prepara mudanças em cada indivíduo, desde que ele aproveite da imensa plasticidade humana, e se situe melhor no contexto das relações pessoais.
A idéia de que ao homem não lhe é permitido mudança é ultrapassada. Somos capazes de tudo. Pensar desta forma é acreditar na possibilidade de ser feliz.
Precisamos acreditar que somos capazes de enfrentar as deficiências e romper os bloqueios impostos, como armadilha ou senha, à nossa felicidade.
A linguagem que abre espaço para o consenso modela a conduta, e se incorpora na prática do ser, dirigindo a vida, a exemplo de uma lança arremessada, sem retorno ao Velho Ano que passou...
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Inimigos imaginários
A habilidade política do presidente da república o fez alcançar a maior popularidade, segundo pesquisas divulgadas.
Ter um presidente popular, alcançar sucesso nas políticas econômicas e sociais é bom para o país. Porém, quando o presidente diz que “eles querem que o Brasil dê errado” sem citar quem são “eles”, estrategicamente coloca o povo contra inimigos imaginários.
Coisa parecida faz Hugo Chaves ao dizer que o inimigo da Venezuela é Bush. Chaves estimula ódio do seu povo contra um inimigo distante, imaginado por ele, e consegue desviar a atenção da população das suas necessidades.
Lula, por sua vez, prepara seus eleitores para arruinar qualquer um que se oponha a seu governo, dizendo ser qualquer opositor “inimigo do Brasil”.
Lembro-me ter ouvido, quando criança, que os comunistas arrancavam as unhas e os olhos das criancinhas. Minha mãe falava: Saia da rua! Estão dizendo que têm comunistas circulando por aí...
Coitada, ela achava que os comunistas iam arrancar os meus olhos e as minhas unhas ao me encontrarem jogando futebol ou bolas de gude nas ruas.
As unhas e olhos dos pais das criancinhas não foram arrancados pelos opositores à democracia. À época, eles sonhavam com isso e transformaram os sonhos na realidade da tortura.
Todo cuidado é pouco quando se propõe mudanças na Constituição para obter um novo mandato para o presidente ou até mesmo prorrogação do atual. A democracia brasileira poderá se tornar frágil e desacreditada pelo casuísmo.
É prudente relembrar a história do Brasil e da América Latina.
Terceiro mandato poderá ser mais um golpe, respaldado na popularidade. Desta vez, diferente do terror das unhas e dos olhos das criancinhas em 1964. Parecido como o caudilho Getúlio Vargas!
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
O monsenhor e o iluminado
Um amigo contou-me que nas férias do seminário, por não ter dinheiro para viajar para sua casa, era mandado para paróquias próximas.
Certa vez, ao chegar a uma das paróquias para “curtir” alguns dias de férias foi surpreendido com a notícia da morte do monsenhor.
Após velar o corpo do mais ilustre religioso municipal o seminarista foi dormir. Pouco tempo depois acordou imaginando ver o monsenhor próximo à sua cama. A imagem não saia da sua frente.
Ele, o seminarista, colocou o lençol sobre o rosto na tentativa de se desvencilhar da imagem. Foi quando sentiu a mão do monsenhor acariciar a sua cabeça.
Foi o estopim para que o caos fosse criado. Literalmente borrado de medo, deu um grito suficientemente alto para acordar o padre, que dormia no mesmo quarto, e a maioria dos vizinhos de rua.
Não satisfeito, abriu a porta da casa paroquial e saiu pelas ruas gritando, acordando quem ainda dormia na pequena cidade, para que o acudissem.
As carolas o seguiam, na madrugada, pelas ruas, louvando ao iluminado que havia conseguido ver o saudoso monsenhor. Abriram as portas da igreja e oraram, oraram, e oraram... E, só não foi posto no altar porque o padre interferiu no processo.
Ao amanhecer por completo, o padre o enviou de volta ao seminário, com receio de perder o controle da situação.
Ele teve suas férias antecipadas e foi impedido de saborear os doces de caju em calda e ambrosia, os pernis de porcos e frangos assados, os ensopados de carneiro e de galinhas caipira, os queijos, e as manteigas caseiras recebidas de presentes na casa paroquial.
Voltou famoso à rotina do seminário por ter se tornado o único a ver a alma de um monsenhor.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
O inusitado
Cada ser humano descobre a melhor forma de se comunicar.
Certamente, a escolha condiz com a sua personalidade, principalmente quando ela ocorre por diletantismo.
Há os que escrevem; os que falam; os que gesticulam; os que cantam; os que dançam; e ainda os que se calam. Porém, nenhuma das formas citadas é tão eficaz quanto à comunicação visual. Esta chama a atenção das pessoas, justamente porque a mente humana consegue gravar muito mais o que ver do que o que ler, e o que ouve.
Felizmente, o meu amigo blogueiro Chulapa, pratica isto com maestria.
Por que digo maestria? Porque só ele consegue buscar no universo virtual da internet o exótico, o esdrúxulo, e por que não dizer o inusitado.
Todas as vezes que visito o blog deste catarinense de Blumenau, me surpreendo. Lá tem de tudo. Tem o que você não espera que exista, e o que existe lá está diferente.
Apesar das tormentas na sua linda terra, a esperança de reconstrução está na renovação e na criatividade de pessoas da estirpe deste meu amigo blogueiro, cuja história eu acompanho há mais de um ano.
Os últimos temporais farão um Natal diferente. O levarão a intuir as semelhanças humanas sem perder a capacidade criativa de quem quer mudar o mundo, e pode fazê-lo!
Anti Gravidade
- Retirado do Blog Chulapa -

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Os lençois molhados de Fátima
A minha amiga Fátima, resolveu conversar com sua “matriz consciente” a respeito de eventuais prejuízos emocionais causados pelo rigor de padrões educacionais e culturais na sua infância.
Pensar sobre isso e principalmente falar abertamente sobre as questões, jogando ao vento para qualquer um se utilizar do texto e comentar, já se deduz que ela está curada!
Nada disso me surpreende, até porque os textos do seu blog “O Pensar”, que tenho o prezar de acessar há mais de um ano, reflete a personalidade firme de uma pessoa que não se deixou impressionar com as malvadezas do medo, da censura, e do preconceito.
Hoje, o sangue pulsa nas artérias da vida com facilidade, e os nervos, antes tensos, estão sob controle e a deixa dormir.
Enquanto isso o lúdico papai Noel continuará existindo com valores atuais e com diferentes barreiras dos lençóis molhados daquela época.
Que venha o Natal, e com ele o velho gordo vestido de vermelho e faça muitas crianças felizes...
- Texto do blog “O Pensar” -
Pensando o quanto se engana criança, o quanto se mente, é para ficar de orelha em pé com uma vontade danada de dizer que danação de criança é apenas uma resposta ao medo que se faz. Fui uma menina extremamente medrosa. O escuro, as folhas das árvores balançando ao vento, uma batida não identificada faziam o meu sangue pulsar com mais rapidez e os nervos tensos não me permitiam dormir.
Ser ingênuo, portanto, seria o trouxa? Não me aceito assim. Fui criança censurada, num tempo em que menino não ficava na sala para ouvir conversa de adultos; que não podia pedir mais um pedaço de bolo por ser falta de educação; e, muito menos, responder aos pais. Tinha que engolir até o choro. Que tipo de adulto é o resultado dessa pressão?”
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domingo, 30 de novembro de 2008
Os sonhos do professor Ronie
O meu amigo professor Ronie escreveu uma história em seu blog relatando sonhos que teve com antigos professores.
Não sei se a criatividade que lhe é peculiar o induziu a criação de sonhos fictícios, ou se, pelo menos, parte deles aconteceram.
Partindo do princípio de que os sonhos tenham ocorrido, possivelmente ele precisará vasculhar em seu baú citações da filosofia Jungiana, para ajudá-lo a interpretá-los.
Há, sem dúvida, muitos “símbolos” nos sonhos relatados, cujos significados, só o meu amigo Ronie poderá saber. Assim pensava o psicanalista Carl G. Jung.
Por exemplo, as citações que assinalo em itálico e negrito no texto a seguir, que me permito transcrever devido à afinidade que tenho com o companheiro blogueiro, tem muito a dizer, já que o sonho é uma expressão pessoal do incosciente de cada indivíduo e tão real como qualquer fenômeno vinculado ao ser humano.
No fim do texto o amigo deixa transparecer que não quer mais dormir para não ter que sonhar, pelo menos com antigos professores.
Deixa o inconsciente falar meu caro amigo, Ronie...
-Texto do blog do professor Ronie -
- Espeeeeeeeeeeeeeera!
Também comentei do seu péssimo aspecto, todo deteriorado, sem aquela prepotência dos velhos tempos. Seu guarda-pó estava acabado, todo comido e cheio de furos. Ele apenas disse que professor sofre até na morte, não haverá paz nunca. Os alunos do céu, os anjos, são bem piores que o Zequinha, aquele "capeta" que desafiava todos os professores.
Depois de uma longa despedida - bem de longe, obviamente - acordei e concluí que tudo era uma grande bobagem, nunca aconteceu nem aconteceria. Mas, na noite seguinte, o primeiro professor apareceu. Era a Olga "Veneno", que já era feia na vida, e estava bem pior na morte. Lembrei-me, na hora, da musiquinha que cantávamos para ela: "Olga Veneno, você tem um jeito sereno de ser, e em toda cama que eu durmo só dá você, só dá você..."
Como ela conseguia ler meus pensamentos, praguejou minhas próximas oito gerações e me disse que ela representava o professor do passado e que eu nunca deveria ter escolhido essa profissão.
- Você não aprendeu, Ronie? Não via como eu era feia e infeliz? Não percebia como eu os tratava mal e descarregava minha frustração em vocês? O que eu ganhava não dava nem pro meu cigarro, aquele mata-rato barato, por isso que eu tinha aquele bafo de foca.
Com a Olga não teve nem despedida. A mulher estava com a agenda cheia. Não tinha aulas vagas no céu e teve que voltar rapidinho. Quando acordei, fiquei pensando naquilo tudo e uma pulguinha ficou atrás da minha orelha: será que escolhi a profissão certa?
Dois dias depois, enquanto eu dormia o sono dos justos, uma outra professora apareceu em meus sonhos. Logo reconheci: era Ivete, a "Gorda", cem quilos de pura estupidez e frustração."
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sábado, 22 de novembro de 2008
O calote do Equador
Deixar de pagar quando é ilegal, é legal, agora receber o dinheiro para fazer o investimento e não reconhecer a dívida é calote e roubo.
Digo roubo porque se trata do dinheiro do Orçamento da União e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O recurso da União vem da arrecadação de impostos e o do FAT tem sua origem nas contribuições das empresas feitas através do PIS, que no final das contas, também é repassado aos consumidores. Para se ter idéia, quando se paga uma conta de luz, também está se pagando PIS, CONFINS e ICMS.
Ora, a construtora brasileira Odebrecht, envolvida em suborno em governos anteriores, construiu a usina San Francisco no Equador cujo empréstimo para financiar a obra foi concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ou seja: por ser uma empresa brasileira, o banco de desenvolvimento brasileiro, que deveria financiar obras de infra-estrutura no Brasil, o fez no Equador, por interesse dela e de simpatizantes políticos esquerdistas.
O presidente do Equador, Rafael Correa, informou, na última quinta-feira, que não vai pagar a dívida que tem com o Brasil (BNDES) por considerá-la ilegítima.
Denuncia-se uma dívida quando ela não existe, ou foi construída em bases falsas... Houve superfaturamento da obra, para justificar o não pagamento? Caso tenha ocorrido, a história é outra, precisa ser investigado pelo Ministério Público.
Se o governo brasileiro resolver deixar o dito por não dito, a luz vermelha precisa ser acesa, porque embaixo deste pirão pode ter carne...
Não é a primeira vez que o Equador deixou de pagar o que deve. Sendo assim, no mínimo, faltou segurança na análise da concessão do empréstimo àquele país.
O certo é que o povo brasileiro que pagou os impostos e os encargos sociais para fomentar o orçamento do BNDES, não pode ficar conformado com o calote de US$ 320 milhões.
O ministro das relações exteriores Celso Amorim, que costuma falar muito e agir pouco, desta vez, mandou chamar o embaixador brasileiro para uma conversa. Caso o nosso embaixador retorne ao seu posto, no Equador, sem uma solução formal sobre o pagamento, será mais uma demonstração de fraqueza, falta de liderança, excesso de tolerância, ou quem sabe de medo de aparecer o que está por traz da operação.
Vamos aguardar para ver o que acontece...
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Incoerência política
O governo apregoou que as empresas que especularam e sofreram os efeitos financeiros da crise mundial não teriam apoio. Pelo menos isso foi que eu ouvi em várias oportunidades do nosso presidente.
Algumas grandes empresas nacionais fizeram operações financeiras de risco para auferirem lucros fora da atividade operacional.
Só para reavivar a memória, na época que a inflação no Brasil era elevada, os supermercados compravam os produtos a prazo por um preço, vendiam à vista por um preço inferior ao da aquisição, e aplicavam os recursos da venda no mercado financeiro auferindo mais lucro na transação financeira do que na operacional.
Antes da crise, as empresas exportadoras tomavam empréstimos através de Contrato de Adiantamento a Exportação (que é uma linha de recursos utilizada para financiar a preparação de produtos a serem exportados) em valores bem superiores ao necessário para o custeio da atividade. A sobra de caixa era aplicada em produtos do mercado financeiro com rentabilidade superior ao custo dos empréstimos, inclusive em títulos do governo federal.
Ocorre que a surpresa da desvalorização da moeda “Real” perante o “Dólar” deixou estas empresas de calças curtas, já que os citados empréstimos são feitos na moeda americana.
Nesta semana está sendo noticiado que o congresso autorizou, a pedido do governo, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprarem bancos e construtoras falidas.
Fala-se, que já está negociado o salvamento do Banco Votorantim, com a compra de 49% das suas ações.
Ora, quem compra 49%, pode comprar 51%. Por que não o faz?
Não o faz porque 51% darão ao governo o direito a decidir os destinos da instituição, por se tronar o sócio majoritário do Banco Votorantim. Neste caso, não convêm ao grupo que domina o cartel do cimento no país...
Caso a transação venha a se confirmar, a incoerência entre o discurso de Lula e a prática é gritante, já que o sufoco do grupo Votorantim ocorre, não pela falta de demanda de cimento, mas pelas aventuras feitas no mercado financeiro através dos ACC’s.
O que pode estar por traz da decisão: o governo, como declarou não socorrer empresas que tivessem praticado aventuras financeiras, injetará dinheiro no Banco Votorantim, e através deste, que será sócio do Banco do Brasil derrama mais dinheiro nos cofres das indústrias de cimento pertencentes ao grupo.
Enquanto isto, a imprensa foi requisitada pelo governo para ajudar a convencer a população que os aposentados não merecem ganhar valores equivalentes para os quais contribuíram em toda sua vida.
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sábado, 8 de novembro de 2008
Obama e a esquerda sul-americana.
A queda do preço do petróleo e a falta de alternativas econômicas dos governos truculentos de países sul-americanos estão forçando mudanças nos discursos esquerdistas estatizantes.
A reaproximação com os Estados Unidos devido a vitória de Obama para a presidência pode ser um divisor de águas conveniente a Hugo Chaves, a Evo Morales, e a Raul Castro.
Aliás, os dois primeiros não perderam tempo e fizeram pronunciamentos de congratulações, enquanto o cubano Raul Castro, irmão de Fidel, teve o presidente Lula como seu padrinho.
Sabem os Castro’s cubanos que ter como protetor Hugo Caves não é conveniente para a imagem de Obama, já que poderia parecer para os americanos que o eleito estaria disposto a compartilhar idéias socialistas e estatizantes.
O Lula adiantou-se de forma deselegante e inconveniente, sugerindo o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba. Este assunto não é para mandar recado. Ficou parecendo Hugo Chaves insinuando retaliações a Bush.
O tratamento diplomático e habilidoso certamente será mais eficiente, para não parecer imposição.
No pronunciamento, Lula deixou transparecer que sem a quebra do bloqueio econômico a Cuba, não se pode acreditar nas promessas de campanha de Obama. Não cabe a Lula, se quer ter boas relações com o norte-americano, colocá-lo na parede como o fez.
Esquece-se que apesar de ser um governante com elevadíssimo índice de popularidade e aceitação por parte dos brasileiros, ele o tem no seu país, enquanto o Obama conseguiu a imensa popularidade em praticamente todas as nações do mundo.
Enquanto os governos expressam votos de sucesso ao futuro homem mais poderoso do mundo, o Lula defende os vizinhos reacionários, sem pensar na possibilidade de estar dando um tiro no pé da cana-de-açúcar que produz o etanol brasileiro...
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