Os regimes totalitários devem ser rechaçados sejam eles de direita ou de esquerda. Sem dúvida, a democracia é o regime mais aceito no mundo. Nele, se pode expressar o descontentamento da população, e sinalizar os governantes para mudanças no rumo da gestão pública.A história de um país não muda na velocidade desejada pelo seu povo, depara-se com forças externas que equilibram as ações e remete para uma tendência globalizada. As situações esdrúxulas que permeiam nos países latino-americanos remetem o olhar em direção à Venezuela, onde seu mandatário se veste de salvador da pátria e tenta se perpetuar no poder.
A ele, Evo Marales e Zelaya tentam imitá-lo, impregnados com verborréias totalitárias, financiadas pelo petróleo abundante naquele país.
O Brasil que poderia exercer o papel de líder da América Latina se curva aos argumentos e a truculência de Chaves. Colocar o Zelaya no front, acompanhado pelo chanceler venezuelano, Nicolás Amadurecido, e pelo ex-guerrilheiro sandinista Éden Pastora não passa de uma aventura grotesca e irresponsável.
Hoje, não se faz revolução invadindo fronteiras. É uma atitude de governante burro e irresponsável. Quando não há argumento e credibilidade mundial, o fim é o combate.
Honduras, o país que, no passado, deu origem ao título de “República das Bananas”, por ter se submetido aos interesses de empresas americanas, hoje se curva aos interesses da “República Chaveana”.
Se Zelaya carrega nas costas quinze delitos, ou cometeu atos que feriram o artigo 239 da Constituição daquele país, como argumentam os golpistas hondurenhos, é coisa para ser ponderado dentro da legalidade. O seu sucessor legal não seria um golpista.
Por aqui, no Brasil, o povo é mais complacente: Fernando Henrique Cardoso mudou a constituição para se reeleger, Lula ensaiou várias vezes fazer o mesmo, e Sarney ficou mudo frente às denuncias de corrupção, enquanto o presidente do Conselho de Ética do Senado, sem ética, diz que o acusado é quem deve cortar a própria goela...

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