Quando Lula cede aos caprichos do bispo Lugo, presidente do Paraguai, aceitando mudanças no critério de pagamento da energia binacional, no mínimo, ensaia destratar um Tratado assinado na década de setenta, com vencimento em 2023.
Afirmar que o consumidor não vai pagar o aumento do custo da energia comprada do Paraguai, é história para boi dormir. Quando não se paga a conta através do consumo, paga-se através da contribuição de impostos.
À época da construção da hidroelétrica, o BNDES emprestou recursos ao Paraguai para ser sócio do Brasil no empreendimento. O pagamento do empréstimo é feito com recurso pago pelo Brasil quando compra energia do Paraguai, já que este não consome o total do que lhe cabe no acordo.
É como se o Paraguai tivesse casado com uma mulher rica. O Brasil fez o projeto, emprestou o dinheiro, e paga pela energia que excede à necessidade de consumo daquele país.
Nada do que Lula e Lugo negociaram tem valor, até que os Congressos, dos dois países, autorizem as mudanças.
O Jogador – Fiódor Mikhailovich Dostoiévski
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