Enquanto no Brasil estão costurando uma candidatura feminina para a presidência da república, no Chile Michelle Bachelet será substituída por um homem. A dúvida é se o futuro homem a governar o país será o ricaço e sorridente Sebastián Piñera, o velho conhecido ex-presidente Eduardo Frei ou o jovem de 36 anos, deputado de esquerda, Marco Enríquez, filho de guerrilheiro morto durante a sangrenta ditadura de Augusto Pinochet.
Piñera segue liderando as pesquisas mesmo com o apoio de Bachelet dado a Frei.
É bom lembrar que a presidenta possui 70% de aprovação do governo, apesar da crise mundial ter impactado negativamente, com intensidade, a economia chilena.
Caso a situação permaneça com se encontra, possivelmente Piñera será o mais votado no primeiro turno e disputará o segundo com Frei ou Marco, já que os dois últimos, segundo as pesquisas, aparecem empatados em segundo lugar.
Que leitura se pode fazer das pesquisas de intenção de votos?
1 – O chileno de maior poder aquisitivo prefere Piñera;
2 – O chileno que sente mais os efeitos da crise mundial prefere Marco;
3 – O chileno que aprova as políticas públicas de Bachelet e reage a mudanças radicais prefere Frei.
Quem votar no candidato independente Marco Enríquez Ominami estará optando por uma reforma tributária que prevê aumento de impostos às empresas e diminuição das regalias oferecidas às mineradoras de cobre; maior impulso na política educacional; mais dinheiro para programas sociais; e legalização de matrimônio homossexual.
Quanto ao matrimônio homossexual, não sabemos qual será a reação da tradicional e machista sociedade chilena. Marco Enriquéz poderá pedir ajuda aos organizadores das paradas gay no Brasil: com amor e arco-íres tudo se resolve...
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